domingo, 4 de maio de 2008

Paciência



Nos diferentes papeis que exerço no cotidiano
Providenciando soluções e reinventando sentidos
Apresento uma ciência cujos paradigmas ainda não consta no manual do mundo.
Como seria o sujeito que estuda a ciência da paz ?

sábado, 3 de maio de 2008

Mergulho confiante no amor


Alguns surdamente me perguntam:
O que afinal é isso?
O que você tá querendo dizer com isso ?
Digo sorrateiramente que é isso que eu quero .
Mergulhar de olhos e ouvidos fechados
pra abrir outros olhos e ouvidos.
Mergulhar lentamente guardando todos os momentos
Para lembrar-lo algum tempo depois:
Guardar, guardar, guardar.
Guardar uma coisa, não é esconde-la ou tranca-la
Em cofre não se guarda nada.
Em cofre perde-se a coisa a vista
Guardar uma coisa é olha-la, fita-la
mira-la por admira-la, isto é:
Iluminar ou ser por ela iluminado.
É estar acordado por ela.
Estar por ela, ou ser por ela.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Algum tempo depois.


O estava esquecido, largado na ação do tempo,
Tem hoje um sentido pra voltar a existir como importante.
Venha sim desse jeito , autentico e cortante .
“Esqueça para lembrar” .
“Morra para nascer” .
Sem lamentos, sem medo.
Sem dês-cuido .
Cuidar sim, do modo novo de estar-ai.
Nascido hoje , sem foguete .
Sem retrato e sem bilhete ,
Sem luar , sem violão .
Nasce só, por sua natureza
para terminar só como lançou-se
De onde veio. - Volte.
Consagrando o que de mais belo realizou,
Ficando no mundo seus melhores traços .
Belas ações ainda escondidas devem lançar-se no infinito
Tomando forma, cheiro e cor.
Pronto para serem aquecidos e degustados á gosto.
Porque a felicidade vivida só,
não parece ser autenticamente verdadeira .
A felicidade pra ser verdadeira deve ser compartilhada...
De longe alguém diz: - Esta servido.
-Vamos antes que esfrie.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Pré- sença!


Estamos próximos na distancia
conectados sem instrumentos.


Num encontro indeterminado sinto:
Sua respiração,
Sua pré-sença.

No acalanto atencioso:
As palavras.
Na esperança:
Meu descanso.

sábado, 5 de abril de 2008

Ecos!



Como sobrevivo ?
Ação transformadora e co-construção
Meio ambiente = cidadania + ética nas relações
Devir
Reconhecer o outro como um Outro.
Reconhecer-se no outro?
Se sentir reconhecido: portanto, valorizado pelo Outro.
Humano
Eu empreendedor ?
Psicodrama & Teatro ?
Sonho & Realidade = utopia?
Como sobreviveremos ?

quinta-feira, 3 de abril de 2008

"Tele "


“... Dividimos o tempo em três partes: passado, presente e futuro. Essa divisão é falsa, absolutamente falsa. O tempo é relativamente passado e futuro. O presente não é parte do tempo, e sim da eternidade. Aquilo que passou é tempo, aquilo que está por vir é tempo. Aquilo que é não é tempo, pois ele nunca passa, ele sempre existe. O agora está sempre aqui – ele está sempre aqui. Este agora é eterno...” Osho

Essa reflexão contém o pano de fundo para minha tentativa de compreensão do que Moreno postula: Fator Tele. Pois as interações humanas se dão no momento presente. Daí a relevância desse grifo.
Martín, E. G. em Psicologia do encontro aponta que Moreno chegou ao conceito tele por dois caminhos: Pela sua experiencia de vida, e pela imposição de seu trabalho com os grupos: talvez aqueles primeiros trabalhos terapêuticos com grupos.
No teatro espontâneo percebeu que a atuação espontânea dos protagonistas produzia efeitos terapêuticos que surgia da interação entre os atores, fato que levou a hipótese de um fator terapêutico interpessoal.
Esse fato conduziu à observação de outro fenômeno: os atores não se empatizavam indistintamente, mas existia entre eles forças atuantes de simpatia e rechaço levando-o à hipótese de haver um fator operando nessas inter-subjetividades, conceituando-o de tele.
Etimologicamente o termo vem do vocábulo grego que significa longe ou distante,não derivando de telos, finalidade ou intencionalidade. No entanto não devemos se prender nesse caso à etimologia desse termo, para apreender o que moreno entendia sobre essa manifestação, entendemos Tele “como a menos unidade de sentimentos, transmitidos entre indivíduos” definida também como uma relação elementar que pode existir tanto entre indivíduos ( contexto bi-pessoal, grupal) , como entre indivíduos e objetos.
Segundo Moreno, “Tele é a percepção interna e mutua dos indivíduos, é o cimento que mantém os grupos unidos ( ...) Tele é uma estrutura primária: a transferência, uma estrutura secundária. Depois de se desvanecer a transferência, certas condições tele continuam operando. A tele estimula as relações permanentes e as associações estáveis. Supõe-se que no desenvolvimento genético da criança e tele surge da transferência.”1
Martín, E. G. tece conclusões a respeito dos desdobramentos desse conceito:
O fator tele se origina no momento presente e que a transferência é um sentimento provindo de “um lado” da relação, o tele é um sentimento de mão dupla; transferência, por ser um concito psiquiátrico só é válido para o psicopatológico enquanto que tele é um conceito útil para ao psicólogo, ao psiquiatra e ao sociólogo; a transferência é um conceito subjetivo enquanto tele é um conceito objetivo; transferência é causa de enfermidades, tanto no indivíduo quanto no grupo, porém o fator tele é um elemento são e terapêutico; a transferência é um fator secundário que aparece posteriormente na vida enquanto tele é um fenômeno primário que atua quase a partir de nascimento, entendendo que o fator tele opera a medida que a criança passa a distinguir o seu corpo de um outro corpo ou objeto (grifo meu).
Wilson Castello de Almeida define tele “como um processo emotivo projetado no espaço e no tempo em que devem participar duas ou mais pessoas. É uma experiencia de algum fato real verdadeiro autêntico, existente, não é uma ficção subjetiva. È sempre uma experiencia interpessoal no aqui e agora e não o sentimento ou emoção de uma só pessoa. “
Esse referencial contemporâneo procura entender o psicodrama a luz da filosofia fenomenológica-existencial e psicanalítica, cuja finalidade é oferecer uma ampliação conceitual dos termos morenianos, e completa dizendo que “ Para haver tele, há de haver, pois, intencionalidade, intuição e intersubjetividade”
Podemos entender tele como um desdobramento com referencial filosófico do encontro até a inversão de papeis:
“(...)Em lugar de passos imperativos , o imperador.
Em lugar de passos criativos, o criador.
Um encontro de dois: olhos nos olhos, face a face.
E quando estiver perto, arrancar-te -ei os olhos e colocá-los-ei no lugar dos meus;
E arrancarei meus olhos
para colocá-los no lugar dos teus;
Então ver-te-ei com os teus olhos
E Tu- me-ás com os meus.
Assim, até a coisa comum serve o silencio
E nosso encontro permanece a meta sem cadeiras:
O lugar indeterminado, num tempo indeterminado,
A palavra indeterminada para um Homem indeterminado(...)”
Moreno.
Concordo com Wilson Castello de Almeida ai afirmar que tele, transferência, vinculo,
identificação, empatia imitação são atributos humanos diferentes entre si. Cada um com um tipo de registro no intra e no interpsiquico, mas com a possibilidade de estarem próximos, em participação isolada ou concomitantemente, no núcleo existencial do indivíduo.
Heidegger, 1926. Em Ser e Tempo, propõe que “... A abertura da co-presença dos outro, pertence ao ser-com, significa: na compreensão do ser da presença já subsiste uma compreensão dos outros, porque seu ser é ser-com ...” pg.180
A intersubjetividade é a inter-relação dos fenomenos psíquicos revelando em função da relação intencional, é a intercomunicação de consciência e de subjetividades, pelo qual o homem é coexistente.
Dalmiro M. Bustos postula que a capacidade transferencial é algo potencial em todo ser humano, o terapeuta pode perceber transferências próprias estimuladas pela relação com seu paciente; a diferença está em que poderá objetiva-las para compreender desde ai aspectos profundos de seu paciente fazendo com que seja fundamental o tratamento profundo dos
terapeutas permitindo manejar positivamente suas vivencias a fim de proporcionar ao paciente experiencias genuinamente terapêuticas.
Assim como ambos são capazes de transferência, também ambos são capazes de tele e é sobre esse alicerce que se edifica fundamentalmente a relação terapêutica, “ o processo de cura vai-se dando quando em uma relação terapêutica, na qual domina a transferência, vai-se incrementando o aspecto tele, ambos se conheceram profundamente, pois ainda que a atenção central esteja no paciente, o terapeuta está em jogo continuamente nesta relação e da experiencia recíproca nasce um conhecimento também recíproco.” Bustos, 1977.
1A transferência é o desenvolvimento de fantasias ( inconscientes ) que o paciente projeta no terapeuta, cercando-o um certo fascínio. Mas há um outro processo que tem lugar no paciente, naquela parte do seu ego que não é afetada pela auto-sugestão. Por meio dela, o paciente avalia o terapeuta e percebe intuitivamente que espécie de homem ele é. J.L. Moreno.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Esboço de um conto : titulo: sem titulo

Ele come só uma comida sem carne animal.
Uma mulher entrando no restaurante lhe chama atenção.
Apois terminar sua salada ela se aproxima dizendo:
-Posso me sentar aqui?
-Claro. Responde o rapaz, alegre pela demonstração de confiança - afinal ninguém pede para se sentar com ele a muito tempo.
-Silêncio-.
Ele se levanta para repetir o prato e ao voltar repara que uma outra mulher esta perto da mesa a falar com aquela moça.
Parecem íntimas , como se falacem a mesma linguágem e compartilhassem a mesma experiência.
- Acalme seu coração, vou orar por sua mãe. - ela diz a mulher para moça na mesa.
O rapaz inicia seu sengundo prato. Mas algo lhe chama a atenção na moça, sente como se uma presença diferente á sua frente.
Num olhar tímido de canto de olho ele perceber que a moça esta numa posição de reza com as duas mãos unidas de frente ao rosto em profunda meditação.
Começaram a comer após algums instantes.
Um clima estranho os cercam, uma certa tenção.
Para quebar o gelo tornando esse momento mais agradavel, ele afirma:
- Quarta-feira a comida aqui é especial... muito boa.
- Você vem sempre aqui.?
- Venho.
- Você é adventista?
- Não.
(Silêncio)
- Você se alimenta sempre assim sem carne ?
- Sim.
Então ela começa a contar suas experiencias e ensinamentos religiosos, ele a escuta atenciosamente.
Uma funcionária do restaurante se aproxima da mesa alegre e diz a moça:
- Nossa , vocêis já se conheciam ? ele é bem legal. Por que é que você não fala com ele sobre daquele seu problema ...?
Ela, a moça, numa expressão ibrida de alivio e embarço começa sua história:
- "(...) Minha irmã foi moradora de rua e morreu recentemente, tentamos de toda forma traze-la pra casa , mas ela não ia. Ela viveu quarenta anos na rua e dizem que morreu espancada por um homem. Ela havia cuspido em seu filho rescém nascido, furiozo ele a espanca até a morte"(...)
(...)Eu me sinto culpada por não ter sido capaz de salvar a vida dela. Mas ela quis assim(...)
No final da conversa ela revela que estava se alimentanto para enfrentar mais um dia difícil na procura do corpo de sua irmã.
Ele sai da mesa se desulpando por não poder ajudar nesse assunto.
Desculpas essas eram pra si-mesmo que não padecia de tanta dor quanto a dessa mulher , mas se sentia como aquela irmã: morto, sujo e esquecido por si-mesmo.
Ele então ao sair toca sutilmente seu ombro esquerdo e em voz baixa diz:
- Força.

sábado, 22 de março de 2008

sexta-feira, 21 de março de 2008

Oficina do Teatro Com-Ciência

Mais ou menos nessa época no ano passado, me lancei profissionalmente. Como ator tinha acabado de sair de uma experiência difícil no teatro, e havia recém chegado como psicólogo no consultório e na empresa.
Pensando em unir essas possibilidades de atuação propus junto com outro psicólogo e ator : Fred, uma oficina para pesquisar com um grupo de estudantes as potencialidades criativas do indvivíduo disposto no grupo.
Foi uma experiência impar, alimentanto a alma de esperanças reconhecendo do meu potencial criativo.
Hoje quero retomar essa idéia com outro formato , outra pesquisa , outro grupo.
Apresentando: Teatro com-Ciência
Este workshop tem como principal objetivo realizar um contato introdutório com algumas técnicas e teorias teatrais, psicológicas e filosóficas contemporâneas. Mais que simples conceitos, essas idéias estão presentes na maneira como enxergamos a realidade e nos relacionamos com as pessoas à nossa volta.
Ele é voltado a todos que, de alguma maneira, estão conectados com essas idéias, como estudantes de psicologia, letras, educação, filosofia, teologia, atores e demais interessados na arte da representação.
Partimos do pressuposto que, em nossas cenas cotidianas, em nosso rotina diária, acabamos repetindo idéias e comportamentos ditados pelas normas de conduta da sociedade. É como se tivéssemos um "roteiro", um texto dramático onde nossos diálogos e ações já estivesse escrito e nosso papel é só colocá-los na prática.
A palavra personalidade tem origem na palavra persona, ou seja, a máscara usada pelos atores gregos. Parte dela (de nossa personalidade) acaba fazendo o uso de papéis adaptados a essa realidade e com isso nos tornamos queridos por todos e recebemos nossa cota de carinho. Isso produz neurotransmissores específicos que regulam todo nosso humor, ou seja, na maneira como retribuimos isso ao mundo e em nosso convívio com outras pessoas.
No entanto, caso ocorra uma identificação com esses papéis (sua persona), há o risco do indivíduo tornar se adicto dessas substâncias e não conseguir parar de usar suas antigas máscaras. Perpetuar-se nesses papéis pode até acabar trazendo alívio para algumas dores a curto prazo, mas, no entanto, geralmente acaba afastando o ser de sua verdadeira natureza.
Descondicionar e des-construir papéis para surgir o espontâneo e criativo Ser-em-relação no contexto do jogo cênico.
Esse é o grande jogo dramático da vida onde a não adaptação de um papel ao texto dramático (às regras sociais) em que está inserido, traz a dor da perda e do abandono. Através de atividades didático/vivenciais, procuraremos recriar experiências artísticas genuínas e criativas, que possibilitem uma maior conscientização de ser e atuar no mundo.
Isso possibilita uma ampliação de nossos conhecimentos individuais e coletivos integrados em uma personalidade mais ampla e centralizada.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Na pre-sença do encontro.


“(...)Em lugar de passos imperativos , o imperador.
Em lugar de passos criativos, o criador.
Um encontro de dois: olhos nos olhos, face a face.
E quando estiver perto, arrancar-te -ei os olhos e colocá-los-ei no lugar dos meus;
E arrancarei meus olhos
para colocá-los no lugar dos teus;
Então ver-te-ei com os teus olhos
E Tu- me-ás com os meus.
Assim, até a coisa comum serve o silencio
E nosso encontro permanece a meta sem cadeiras:
O lugar indeterminado, num tempo indeterminado,
A palavra indeterminada para um Homem indeterminado(...)”
Moreno.





quarta-feira, 19 de março de 2008

Walking Life


Foi uma bela indicação, sem dúvida:
Era uma primeira noite de uma série de noites perfeitas para um bom filme, me faltava apenas um para completar o montante de 5 e entrar na promoção da videolocadora ( leve 5 pague 10 e fique 5 dias ).
Walking Life foi uma escolha dentre todas as possibilidades e é hoje eleito o filme mais visto por mim .
Sito uma de suas provocações:
" Nessa "ponte" Lorca avisa:
Não é sonho a vida;
Alerta, Alerta, Alerta "

domingo, 16 de março de 2008

Relato de um teatro espontâneo.

Como traduzir sentimentos, sensações e pensamentos em palavras, movimento e ação ?
Como ator de teatro, penso e defendo internamente uma certa coerência de roteiro, um sentido de contexto, um tempo concensual sem falar na "imaginação coletiva" em sintonia entre os atores: "acredite no que estou aqui-agora acreditando."
Amor liquido, espetáculo de teatro espontaneo, mas não só uma técnica do psicodrama Claudia Fernades procura criar um clima favorável com personagens, cenário, sonoplastia, figurino e luz, para que venha a se desvelar um espetáculo sem um roteiro previamente definido.
Posso pensar que tal espetáculo como precesso de co-construção entre; diretor, atores, ator-platéia, e platéia em interação com os outros elementos cênicos, pode proporcionar um terreno fértil para que a espontaneidade e criatividade de cada membro podendo transformar antigas respostas ao mundo em ações, sentimentos e pensamentos mas autênticos.
Pensar sobre as relações amorosas na conteporaneidade é pensar na qualidade dos encontros e desencontros em mim.
Não vivo fora do tempo .
sinto, precebo, compreendo
- Oh escritór: quem é esse personagem que aparece no roteiro ?
- Acho melhor deixa-lo falar por-si.
- Se assim o Sr. desejar...

Sou tudo, de todas as maneiras a todo momento...
Nos ultimos tempos tenho feito um esforço enorme pra me livrar da minha familia, da minha "educação" da minha religião, do meu dinheiro, dos meus livros, da " pqp".
No começo do dia eu olho no espelho, já quando chega o final, esqueço o que eu vi e começo tudo de novo.
meu maior medo é: Ser eu mesmo.
Sou uma pessoa nova a cada dia, de todas as maneiras a todo momento...
por que se eu ficar preso a mim mesmo é iguá a morrer.

sexta-feira, 14 de março de 2008

A esperança


Fui ontem presenteado por essa canção.

que toca o mais profundo ser nessa pre-sença

que traz o acalanto necessário para essa insônia

que orienta um bom devaneio .

que conduz ao estado mais prório.


"Pois quem cultiva a esperança

réga em seu peito uma flor"



A esperança tece a linha do horizonte.

Traz tanta paz , em reluzente doce olhar.

Que nos conforta quando o mar não é tão manço.

Quando o que resta, é só o fim sem luar.

E nasce leve , devagar , em uma canção de ninar.

Que nos acolhe pra dizer: o amor jamais deixou você.


Oh esperança, éis para sempre, sempre viva.

Te oferenço a minha casa pra morar.

Nos meus sentidos, quero ter os teus conselhor.

Na minha voz , quero sempre te encontar.

Se alguma coisa eu temer, estou contando com você.

Pra mi dizer ao me acalmar: que o amor jamais me deixará.

quarta-feira, 12 de março de 2008

nasce hoje!


Procura
pro-cura
pró - cura
pró - curar .

Nasce hoje

sem foguete .

Sem retrato.

Sem bilhete

Sem luar

sem violão .