sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Felicidade para Todos


A vida evolui naturalmente em direção à felicidade. Você deve sempre se perguntar se o que está fazendo contribui para sua felicidade e a felicidade dos que o rodeiam. Como a própria felicidade e a de nossos semelhantes é o objetivo máximo, ela também é chamada de a meta de todas as metas.

Quando buscamos dinheiro, um bom relacionamento ou um excelente emprego, na verdade estamos querendo encontrar a felicidade. O grande erro que cometemos é não procurar a felicidade em primeiro lugar. Se fosse essa nossa atitude, tudo o mais viria naturalmente.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Notícias da sociedade de psicodrama de São Paulo.

Alegra-me muito ler essas palavras. Quero compartilha-las aqui.!

Notícias da última QUARTA EM AÇÃO do dia 22/10/2008: Kleber de Almeida Soares nos conduziu, sensível e cuidadoso, por espaços conhecidos e ao mesmo tempo desconhecidos da nossa sede atual, na companhia da poesia, do teatro e do Psicodrama. Ele nos brindou com uma vivência que nos trouxe leveza, bem-estar e muita troca. Foi a primeira vez em que um sócio-aluno conduziu uma atividade na Quarta em Ação. E que outros aproveitem, como ele, este espaço, para compartilharem suas experiências e enriquecerem o repertório de todos os nossos sócios.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

A manifestação dos desejos

Já que devemos sempre buscar o melhor, por que não adotarmos Deus como modelo? Afinal, não existe ninguém mais rico do que Ele, porque Deus é o campo de todas as possibilidades.

Existe um mecanismo preciso através do qual todos os desejos podem ser manifestados, e ele funciona em quatro etapas:

Primeira: Você entra no espaço que existe entre dois pensamentos. Esse vão é a janela, o corredor, o vórtex transformacional através do qual a mente individual se comunica com a mente cósmica.

Segunda: Nesse espaço, afirme sua intenção de atingir uma meta preestabelecida com a maior clareza possível.

Terceira: Desligue-se completamente de seu objetivo, porque apegar-se a um objetivo desejado ou procurá-lo faz com que você saia do vão.

Quarta: Deixe o universo cuidar dos detalhes para a realização do desejo.

Lembre-se de que a meta está entregue ao vão. É dele a potencialidade de organizar e orquestrar todas as etapas necessárias para produzir qualquer resultado.

Você deve se lembrar de alguma ocasião em que quis muito lembrar-se de um nome, mas não o conseguiu, apesar de todos os esforços. Entretanto, assim que você esqueceu esse desejo, que se desapegou do objetivo desejado, o nome surgiu em sua mente como num passe de mágica. Pois esse é o mecanismo da realização de qualquer desejo.

Enquanto você lutava consigo mesmo para lembrar-se do nome, sua mente estava alerta, turbulenta. Por cansaço ou frustração, você acabou desistindo da luta e a mente foi-se acalmando, acalmando, até quase imobilizar-se, e, sem perceber, você deslizou para o vão, onde liberou o seu desejo e logo o realizou. Esse é o verdadeiro significado das frases: “Peça e receberá” e “Bata e a porta lhe será aberta”.

Um dos modos mais simples e fáceis de entrar nesse vão é praticar a meditação, e qualquer forma de meditação ou prece pode ajudá-lo a manifestar seus desejos a partir desse nível.

Lembre-se, ao receber o resultado, que a gratidão e a generosidade são atributos naturais da mente voltada para a prosperidade.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Psicodrama e Teatro: A poética e a estética do espaço.


Quarta em Ação 22-Out-08
Psicodrama e Teatro: A poética e a estética do espaço.
Vivencia sócio-psicodramática
Sinopse: Vivência sócio-psicodramática inspirada nas idéias do filósofo G. Bachelard a respeito do texto “A poética do espaço”.
Mediada por técnicas teatrais e psicodramáticas, criaremos um espetáculo onde a experiencia do devaneio poético dará a direção da expressão cênica.
Direção: Kleber de Almeida Soares.
Ator, Psicoterapeuta.
Dia: 22 de outubro.
Horário: das 20h30 às 22h30
Local : Sede da sociedade de psicodrama de São Paulo - Sopsp: Rua Almirante Marques Leão, 777. Próximo ao metro Brigadeiro
Investimento: sócios e estudantes – R$ 10,00; não sócios – R$ 20,00.
Inscrições com Izilda pelos telefones 3284-4067 e 3251-3595 das 14h às 18h

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

No presente.

O futuro não pode ser previsto, mas pode ser inventado.
É a nossa habilidade de inventar o futuro que nos dá esperança para fazer de nós o que somos.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Darma

A Lei da Oferta e Procura é universal. Seja qual for o serviço que viemos prestar neste mundo, existe alguém precisando dele. Pergunte-se: “Como posso servir meus semelhantes?”, “Como posso ajudar?” As respostas estão em seu interior e você as descobrirá com facilidade.

Lembre-se de que cada um de nós tem um darma, um propósito na vida. Quando estamos em darma, valorizamos e amamos nosso trabalho.

domingo, 5 de outubro de 2008

Busca-dor.



"... solidão por trás da porta fechada de um quarto com um telefone celular à mão pode parecer uma condição menos arriscada e mais segura do que compartilhar um terreno
doméstico comum...”.


Amor líquido – sobre a fragilidade dos laços humanos, de Zigmunt Bauman

sábado, 4 de outubro de 2008

Ponto para meditar.


"Não tenho um caminho novo, mas um novo jeito de caminhar"

Desprendimento e caridade



Por definição, a consciência de riqueza é um estado mental.


Ter milhões guardados no banco


sem viver a experiência do desprendimento e da caridade

é um estado de pobreza.

Se você está sempre preocupado com quanto dinheiro vai precisar, por maior riqueza que possua, na verdade você é pobre.

O desprendimento leva automaticamente à caridade e à partilha, pois ele deriva da consciência de que a fonte que dá origem a tudo é infinita, ilimitada e inesgotável.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Palavras do Pai, J.L.Moreno.



Resenha ainda em construção, mergulho num Universo próximo e desconhecido,Co-responsabilidade, criatividade , espontaneidade, co-concerva cultural.
Prefácio:
“Sobre Este Livro como uma experiencia Transcendental “ J.L.Moreno:



“(...)Vinde a mim e me encontrarão . Alegrem-se! O enigma do mundo esta resolvido”
“ Quem é esse mim ?

Um nome ? Um pequeno pedaço do nada que se vai como um arco-iris no ceu e não retorna mais ?

Ou seria esse mim a coisa mais real que existe, o Criador do mundo, o princípio e o ultimo de todos os seres e de todas as coisas que existem ?


Em outras palavras , será que eu não seu nada, ou sou um Deus ?(...)”

Perceber-se além de sua auto-responsabilidade para uma responsabilidade com todas as pessoas das mais próximas às mais distantes. Pois Moreno acreditava que se existir responsabilidade ela deve necessariamente ir além da mera responsabilidade com a existência pessoal.
Assumir esse papel não seria possível sem antes se perceber responsavel na co-criação de tudo qeu já existiu , pelo que existe e pelo de-vir :


“ Eu criei , logo eu existo”


Relata que a partir disso passou a ouvir vozes que lhe deu a direção para a vida humana, para o cosmo, que traz a esperança de uma visão que prescreve que a vida é um processo infinito de criação.

Eu sou o Pai
do meu irmão e da minha irmã
Eu sou o Pai
do meu neto e do meu bisneto.
Eu sou o Pai do céu
que vai sobre a tua cabeça
e da terra que dorme debaixo dos teus pés.
Eu sou o Pai dos relâmpagos
que se lançam das nuvens e do arco-íris
que paira sobre as casas.
Eu sou o Pai dos passarinhos
que voa entre as árvores
e das bestas que corem
no coração da floresta.
Eu sou o Pai das montanhas
que erguem para o céu
e das flores que dançam nos prados.
Eu sou o Pai da tua linguá
e dos teus seios e dos teus pés.
Eu sou o Pai do pó
de onde tu vens
e do silencio em que te escondes.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Pensamento : Criando prosperidade.


Vejamos o que a ciência, em particular a física, tem a dizer sobre a natureza do universo que habitamos, a natureza do corpo humano, a natureza de nossa mente e a relação entre os três.

Segundo os físicos que estudam o campo quântico, todas as coisas materiais – sejam automóveis, corpos humanos ou notas de dinheiro – são feitas de átomos. Esses átomos, por sua vez, são feitos de partículas subatômicas, que, por sua vez, são flutuações de energia e informação num imenso espaço de energia e informação.

(...) Sintetizando, posso dizer que a conclusão fundamental dos estudiosos do campo quântico é que a matéria-prima do mundo não é material, as coisas essenciais do universo são não-coisas. Toda a nossa tecnologia baseia-se nesse fato, que faz cair por terra a atual superstição do materialismo.

Aparelhos de fax, computadores, televisores – todas essas tecnologias só são possíveis porque os cientistas não acreditam mais que o átomo, a unidade básica da matéria, seja uma entidade sólida. Um átomo não tem nada de sólido. Ele é uma hierarquia de estados de informação e energia em uma vastidão de possíveis estados de informação e energia.

A diferença entre duas coisas – como a diferença entre um átomo de chumbo e um átomo de ouro – não está no mundo material. As partículas subatômicas como prótons, elétrons, quarks e bosons que constituem um átomo de outro ou de chumbo são exatamente as mesmas. Além disso, embora as chamemos de partículas, elas não são materiais, e sim impulsos de energia e informação. O que torna o ouro diferente do chumbo é a organização e a quantidade desses impulsos.

Toda criação material é estruturada a partir de informação e energia. Todos os eventos quânticos são basicamente flutuações de energia e informação. E esses impulsos de energia e informação são as não-coisas que constituem tudo o que consideramos coisa ou matéria.

Portanto, fica claro que não apenas o estofo essencial do universo é uma não coisa, mas também que ela é uma não-coisa pensante! Afinal, o que é um pensamento senão um impulso de energia e informação?

Achamos que os pensamentos só acontecem dentro da nossa cabeça, mas essa impressão deve-se ao fato de os percebermos como algo estruturado linguisticamente, que é falado em nossa própria língua. Todavia, esses mesmos impulsos de energia e informação que vivenciamos como pensamentos – esses mesmos impulsos – são a matéria-prima do universo.

A única diferença que existe entre os pensamentos que estão em minha cabeça e os que estão fora dela é que eu percebo os primeiros em termos estruturados linguisticamente. Contudo, antes de um pensamento tornar-se verbal e ser expresso como uma linguagem, ele não passa de uma intenção e, mais uma vez, é apenas um impulso de energia e informação.

Em outras palavras, num nível pré-verbal, toda a natureza fala a mesma língua. Somos todos corpos pensantes num universo pensante. E assim como o pensamento se projeta das moléculas do nosso corpo, os mesmos impulsos de energia e informação projetam-se como eventos espaço-tempo em nosso ambiente.

Por trás da roupagem visível do universo, além da miragem das moléculas, da maya – ou ilusão – do que é físico, jaz uma matriz una, invisível, feita de nada. Esse nada invisível silenciosamente orquestra, instrui, orienta, governa e obriga a natureza a expressar-se com infinita criatividade, infinita abundância e inabalável exatidão em uma miríade de estilos, padrões e formas.

As experiências da vida são o movimento contínuo dessa matriz do nada, desse movimento contínuo tanto do corpo como do meio ambiente. São nossas experiências de alegria e tristeza, de êxito e fracasso, de fortuna e pobreza. Todos esses eventos são aparentemente coisas que nos acontecem, mas, em níveis mais primordiais, somos nós que as fazemos acontecer.

Os impulsos de energia e informação que criam nossas experiências refletem-se em nossas atitudes diante da vida, e nossas atitudes são o resultado e a expressão dos impulsos de energia e informação que nós mesmos geramos.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A fonte de toda Prosperidade


A fartura é o estado em que todas as nossas necessidades são prontamente atendidas e nossos desejos facilmente realizados. Nesse estado vivenciamos alegria, saúde, felicidade e vitalidade em todos os instantes de nossa existência.

(...) Quando estamos ligados à natureza da realidade e sabemos que essa mesma realidade é nossa própria natureza, percebemos que podemos criar qualquer coisa, porque toda criação material tem uma única origem. A natureza recorre ao mesmo manancial para criar um aglomerado de nebulosas, uma galáxia de estrelas, uma floresta tropical, um corpo humano ou um pensamento.

Tudo o que é matéria, tudo o que podemos ver, tocar, ouvir, saborear ou cheirar é feito da mesma coisa e vem da mesma fonte. O conhecimento desse fato nos confere a capacidade de realizar qualquer desejo, adquirir qualquer objeto material que possamos querer e vivenciar sem limites a realização e a alegria.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Criando Prosperidade



Criando.

“Mundos infinitos surgem e desaparecem na vasta expansão de minha própria consciência,
como se fossem partículas de poeira dançando num raio de luz.”

Antigo Provérbio Védico

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Prosperidade II


Era uma vez, num reino distante, um jovem que entrou na floresta e disse a seu mestre espiritual:

-Quero possuir riqueza ilimitada para poder ajudar o mundo. Por favor, conte-me, qual é o segredo para se gerar abundância?
O mestre espiritual respondeu:

-Existem duas deusas que moram no coração dos seres humanos. Todos são profundamente apaixonados por essas entidades supremas. Mas elas estão envoltas num segredo que precisa ser revelado, e eu lhe contarei qual é -Com um sorriso, ele prosseguiu:
Embora você ame as duas deusas, deve dedicar maior atenção a uma delas, a deusa do Conhecimento, cujo nome é Sarasvati. Persiga-a, ame-a, dedique-se a ela. A outra deusa, chamada Lakshmi, é a da Riqueza. Quando você dá mais atenção a Sarasvati, Lakshmi, extremamente enciumada, faz de tudo para receber o seu afeto. Assim, quanto mais você busca a deusa do Conhecimento, mais a deusa da Riqueza quer se entregar a você. Ela o seguirá para onde for e jamais o abandonará. E a riqueza que você deseja será sua para sempre.
Existe poder no conhecimento, no desejo e no espírito. E esse poder que habita em você é a chave para a criação da prosperidade.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Prosperidade

A prosperidade e a abundância ilimitada fazem parte do estado natural do ser humano.
É necessário apenas nos lembrarmos do que já sabemos.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Bilhete revela-dor

Espera
Quando a alma do mundo me visita e sinto a dor da extinção
então eu tiro do bolso o bilhete que contém o nosso nome:
“ - permaneça no enigma, pois aquilo que desaloja é o mais hospitaleiro”
se a turbulência separa, respeite a doçura do seu mando.
– ela difere do lento assassinato que constitui a tua herança

Juliano Pessanha no livro : A incerteza do agora.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

responsabilidade


Não sou nenhum critico de arte e nem tenho tal pretenção, mas me permito aqui escrever algumas coisas de como essa imagem me toca.
O nome dessa pintura é: Auto retrato.
Nele vemos um homem pintando uma passaro se inspirando num ovo.
Vejo que essa provocação de leva a crer que Magrith pintou o que na filosofia existencial ocidental, no Zen budista, no Induismo e em outros saberes superiores dizem: Somos potência ser-si-mesmo, um devir-si-mesmo.
Vejo que ao pintar uma ave buscando inspiração no ovo interpreto da seguinte forma:
O Ovo representa a centelha divina de se tormar o que se é; pássaro.
O homem representa a consciência, o olhar individual, analítico espaço/temporal.
O Pincel representa as ações, no mundo ( tela).
Nos tornamos quem somos, quando conscientemente e verdadeiramente agimos com nossos sentimentos de amor, prosperidade, justiça e harmonia.

domingo, 10 de agosto de 2008

A escuta daseinanalítica. Palavras de Nichan Dichtchekenian


A palavra chave para essa questão é preocupação, como forma privilegiada do analista na relação de ser com o outro, o analisando.
Nosso trabalho como analistas é amadurecer em nós um modo de ser como pessoas, que tem como qualidade fundamental poder escutar verdadeiramente o outro e poder, nessa escuta, efetivamente estar com o outro, lembrando que cada um de nós tem as referências fundamentais da existência.
As referências fundamentais da existência são: ser e não ser, angústia e culpabilidade, ser no mundo, temporalidade e historicidade, e transcendência. A Fenomenologia busca iluminar o modo próprio de cada um poder ser e existir como humano, levando em conta essas reflexões.
Angústia quer dizer: sou eu, e somente eu, que vou ter que dar conta de mim mesmo, ninguém mais. Se alguém der conta por mim, o inferno se mostrará na sua expressão máxima.
Culpa ou culpabilidade não é sentimento de culpa. Eu sou aquele que tem que dar conta daquilo que me toca e, se me toca, eu vou responder. Culpabilidade é, portanto, o quanto eu fico em dívida com a minha sensibilidade para com o que se mostra. Culpa, ou culpabilidade, não é ter que dar respostas certas. É o sentimento de não estar dando respostas próprias, de não viver o que é o meu modo de responder.
Temporalidade e historicidade são outras referências. Temporalidade quer dizer o quanto eu consigo estar aqui presente, levando em conta dois aspectos simultaneamente: a finitude e a presença. Eu sou mortal e, portanto, quem eu sou agora é insuperável. Minha presença responde como companheira de minha finitude, conjuga-se com ela. Temporalidade nos remete à existência como ruptura, descontinuidade. Finitude e presença são ecos significativos da natureza instantânea de nossa existência. O instante é o convite irrecusável do meu existir como abertura para o novo e para a não retenção absoluta do já vivido.
Historicidade é a dimensão que revela como eu me aproprio da multiplicidade de instantes a que estou, necessariamente, submetido. É o caminho existencial que eu desenho, cujo rosto identificável só se mostra no momento da angústia.
Transcendência é o modo como eu vivo de uma maneira significativa este instante que é tão concreto e direto em mim, isto é, que tipo de simbolização efetiva eu vivo dos instantes de agora. Transcendência é conseguir articular o infinito dos significados com os instantes aos quais nós estamos condenados. Nós não saímos nem dos instantes, nem da possibilidade de ultrapassá-los, através da significação. Transcendência é, portanto, um aprofundamento de sentido do vivido na simplicidade do instante.
A escuta daseinanalítica é uma maneira de você estar com o outro em que você escuta esse outro de uma maneira absolutamente verdadeira, voltada para o modo como ele dá conta destas dimensões. Cada um de nós, em cada ato, está dando conta dessas dimensões, está respondendo a elas. Trata-se de acompanhar como a pessoa está acolhendo estas determinações. Ela as aceita ou as rejeita? Ela realiza algum movimento em que a articulação, pertencimento e autonomia estão presentes? Estas são as faces, os modos de articular essas dimensões que nos caracterizam.
Sugiro, como olhar fenomenológico, que prestemos atenção aos simples e medíocres instantes em que somos. Eu nada serei se não pertencer a algo, e nada serei se não viver o eu mesmo. Como lidar com isso? Sendo eu mesmo no interior da familiaridade, eu mesmo no interior do já eternamente dado. Como é isto? Isto não pode ter uma resposta antecipada. É uma questão que vem ao nosso encontro e, na análise, nós vamos acompanhar o movimento de cada um e, ao fazê-lo de uma maneira íntima e próxima, estaremos oferecendo ao analisando a possibilidade dele, assegurado de si a partir do já vivido, poder se lançar, na maior proximidade possível de si mesmo, para um instante original e próprio.
Compreender o homem é compreender cada um como uma expressão absolutamente original, irrepetível, de ser homem. Essa compreensão é necessária, mas não é suficiente. Além dela, é necessário acompanhar a particularidade histórica, factual da existência da cada um de nós. Porque no interior desta facticidade é que está sendo realizada a existência de cada um.
Na escuta daseinanalítica, não se trata de levar a pessoa a grandes significações gerais a respeito do homem, mas de viver significações no interior da simplicidade e factualidade da sua vida. A compreensão é um movimento absolutamente necessário para o nosso trabalho e é, no interior da existência concreta e simples de cada um, que ela vai poder ter uma repercussão, uma ressonância com consistência.

A Fenomenologia - Nichan Dichtchekenian. Parte II


Dentro do olhar fenomenológico, o social é uma dimensão originária e fundante do homem. O social não é uma dimensão posterior à constituição do homem como tal, é o momento originário da constituição do homem como homem. Sob o ponto de vista fenomenológico, a estrutura existencial significativa que expressa essa dimensão fundante e constituinte do homem que nós identificamos como o social é a dimensão do humano enquanto ser com o outro.
Ser com o outro indica, primordialmente, uma sensibilidade natural do homem para com o outro que lhe é diferente. Esta sensibilidade coloca o homem, desde o início da sua presença, diante da questão do outro como irredutível a ele mesmo. O outro já lhe é dado como um acontecimento.
Desde o começo de sua presença, porque o outro já lhe é dado como um acontecimento, o homem se encontra frente à questão da relação, que quer dizer impossibilidade de reduzir um termo pelo outro. Por mais que haja movimentos que busquem absorver um termo pelo outro, cada um dos termos se mantém diferenciado do outro.
Então, o social é uma dimensão da existência que é absolutamente inalienável de nós. O social não é da ordem da preocupação ou da despreocupação, do interessante ou do desinteressante. O social está presente em todos os instantes de nossa existência, porque a existência do outro é uma referência permanente até para as minhas questões mais íntimas.
A materialidade da realidade diz respeito à estrutura de valores que orientam e privilegiam os modos de relação, o social, porque relação já quer dizer social. A palavra relação, para a Fenomenologia, só subsiste quando há uma referência clara ao social como tal. Assim, a materialidade estudada permite compreender o modo de ser dos indivíduos.
Além disso, fenomenologicamente, como os indivíduos e grupos articulam os valores sociais herdados e presentes, com suas demandas de relação social? Aí as referências sociais são: preocupação com os aspectos éticos e de realização de um grupo humano ao qual pertencemos, e que, de algum modo, nos tocam ou nos dizem respeito.
Creio que as referências que a abordagem Sócio-histórica tem com relação a este aspecto, não diferem daquilo que eu compreendo como legítima e fundamental preocupação da Fenomenologia. O social não é algo que eu escolho. É preciso levá-lo em conta como uma dimensão absolutamente essencial na constituição da existência das pessoas, sejam elas grupos ou indivíduos.

A Fenomenologia - Nichan Dichtchekenian. Parte I


Desenvolvimento supõe duas dimensões simultaneamente presentes em nós: a primeira é envolvimento, que é ser de um modo, eu sou deste modo; a outra dimensão é desligamento, viver, experimentar, ser um novo modo de ser.
Desenvolvimento humano é aprofundamento (envolvimento) e ampliação (desligamento) das questões existenciais de cada um. Portanto, para a Fenomenologia, desenvolvimento não quer dizer progresso, desenvolver-se não quer dizer ficar melhor, quer dizer aprofundar-se no modo próprio de ser e conseguir perceber as cruzes e as glórias deste modo de ser.O outro modo de desenvolvimento humano é amadurecimento e superação de possibilidades existenciais. Com a percepção de que há um movimento de incorporação e transformação no desenvolvimento, o significado de desenvolvimento não pode ser confundido com progresso, melhoria das minhas possibilidades.